Todos os dias, milhares de brasileiros enfrentam desafios para proteger suas economias de golpes sofisticados. A evolução das tecnologias de pagamento e comunicação facilitou novas oportunidades para criminosos e tornou crucial entender cada estratégia usada.
Imagine a história de Ana, uma trabalhadora jovem que recebeu um SMS sobre um boleto urgente. Ao clicar sem verificar, quase perdeu R$ 2.000 de suas economias. Situações assim mostram como é fácil se tornar vítima quando não se sabe como agir.
Em fevereiro de 2025, o Brasil registrou mais de 1 milhão de tentativas de fraude evitadas – uma a cada 2,2 segundos. Este número representa um aumento exponencial de casos em todo o país, demonstrando a necessidade de vigilância constante.
Só no setor bancário e de cartões, foram 1.871.979 tentativas de fraude no primeiro trimestre de 2025, 21,5% a mais do que no mesmo período de 2024. Se efetivadas, essas fraudes teriam gerado um prejuízo superior a R$ 15,7 bilhões.
Esses dados reforçam que, embora jovens e adultos ativos sejam os mais visados, idosos também enfrentam abordagens cruéis, especialmente por meio de boletos falsos.
Os fraudadores atualizam constantemente suas táticas. Entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros caíram em golpes envolvendo Pix ou boletos, sofrendo perdas estimadas em quase R$ 29 bilhões.
A maioria das tentativas (59,5%) foca pessoas de 26 a 50 anos, em sua fase de maior atividade financeira. No entanto, 15,2% atingem jovens até 25 anos, e 11,9% impactam idosos acima de 60 anos.
Regiões mais críticas também merecem atenção: o Sudeste concentra 47,2% dos casos, enquanto Norte e Nordeste apresentaram altas expressivas em 2025, com Amazonas (+48,7%) e Pará (+48,3%).
Os criminosos exploram uso intensivo de tecnologia e inteligência artificial para criar golpes mais convincentes. A coleta de dados em redes sociais e vazamentos permite abordagens extremamente personalizadas.
Muitas vezes, a fraude começa com uma simples mensagem de WhatsApp ou ligação telefônica. Ao se passar por funcionário de banco e usar engenharia social hiperpersonalizada e tecnológica, o golpista convence a vítima a fornecer senhas ou autorizar transações.
Cuidar do próprio dinheiro envolve pequenas atitudes diárias que fazem grande diferença. Veja orientações essenciais:
Para idosos, é fundamental buscar a opinião de familiares ou amigos antes de autorizar transações improváveis. A pressa e o pânico são armas usadas pelos golpistas.
Em compras online, prefira sites oficiais, checando a reputação e optando por cartões virtuais quando possível. Desconfie de ofertas muito abaixo do preço de mercado.
Para as instituições financeiras, a adoção de validação biométrica e verificação cadastral contínua já evitou 78,1% das fraudes em 2025. Combinar biometria facial, análise de documentos e monitoramento de dispositivos traz resultados robustos.
Além disso, investir em orquestração inteligente de soluções antifraude e em programas de educação financeira constantes para clientes e colaboradores fortalece a resistência contra ataques.
A sociedade tem cobrado respostas mais duras. Projetos de lei propõem aumentar penas para crimes de fraude bancária no Código Penal. Entidades como Febraban, Banco Central e Serasa Experian lideram iniciativas de conscientização.
Campanhas educativas e ferramentas de denúncia rápida são essenciais para reduzir o impacto e aproximar o cliente das soluções de segurança disponíveis.
Ao unir conhecimento, tecnologia e boas práticas, cada pessoa e empresa podem formar uma barreira eficaz contra golpes. Proteja seu patrimônio com informação e atitude.
Referências