O uso de cartões de benefícios no Brasil evoluiu de práticas corporativas simplificadas para um sistema robusto que impacta milhões de trabalhadores e estabelecimentos.
Com as mudanças regulatórias de 2025 e 2026, este artigo explora os principais aspectos desse universo em transformação, seus impactos práticos e as perspectivas futuras.
Os cartões de benefícios são instrumentos eletrônicos oferecidos pelas empresas para custear despesas dos colaboradores. Eles se dividem em várias modalidades, cada uma com finalidade específica.
Entre as principais categorias, destacam-se:
O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) foi criado para incentivar empregadores a oferecerem benefícios alimentares, melhorando a saúde e a produtividade.
Desde a década de 1970, o PAT promoveu o acesso a refeições saudáveis, mas as práticas operacionais evoluíram lentamente até demandas por mais transparência e competitividade.
Em novembro de 2025, o governo federal implementou um decreto para modernizar o setor e beneficiar trabalhadores e estabelecimentos.
As mudanças principais incluem:
Esse cenário de transição, iniciado em 2025, visa plena adaptação até 1º de janeiro de 2026.
O impacto do VA e VR no Brasil é expressivo, com mais de 22 milhões de beneficiários e movimentação de bilhões de reais por ano.
Estima-se que até R$ 10 bilhões, antes retidos por intermediários, sejam redirecionados a pequenos e médios negócios, fomentando a economia local.
As novas regras trazem maior autonomia e segurança ao usuário final. Entre as vantagens:
Pequenos e médios negócios tendem a ser os maiores beneficiados, graças à redução de custos e ao aumento do público consumidor.
As empresas de cartões precisarão se reinventar, focando em eficiência operacional e qualidade de serviço para manter a competitividade.
Críticas apontam riscos à sustentabilidade do modelo frente às mudanças abruptas e ao equilíbrio entre redução de custos e viabilidade econômica.
Especialistas destacam a importância de monitorar a implementação da interoperabilidade para garantir segurança técnica e evitar falhas no ponto de venda.
O aumento da concorrência promete estimular inovação, com entrada de novos players e maior oferta de serviços diferenciados.
Com as novas regulamentações, espera-se fortalecer o poder de compra do trabalhador e apoiar a cadeia produtiva da alimentação no Brasil.
O sucesso dependerá do equilíbrio entre interesses: usuários, estabelecimentos e operadoras, todos envolvidos em um ecossistema que visa mais transparência e eficiência.
Referências